A vida é um tecido de escolhas. A qualidade deste tecido depende da qualidade das escolhas feitas. Assim é para a vida de cada um, para a vida das instituições, para a vida da sociedade.Não é fácil. É também arriscado. Guarda segredos e requer sabedoria. Uma sabedoria que permita ponderações adequadas, indicações devidas e posições conseqüentes. Não tem outro jeito. As escolhas tecem a vida, seus rumos, e geram suas conseqüências. O motor da vida está nas escolhas de cada dia, de cada momento.
Se fosse possível parar de fazer escolhas, pararia a vida. Não é romantismo. É um processo de muitas conseqüências. A liberdade de escolher guarda riscos. É uma aposta. É uma aposta que exige responsabilidade cidadã e a iluminação de valores consistentes. Não se pode escolher de qualquer maneira. É preciso pensar, escutar, refletir. O desdobramento deste processo faz brotar a sabedoria. Não se pode escolher nada, em nenhuma circunstância, precipitadamente.
A história já tomou rumos amargos em razão de escolhas inadequadas. Muitos perderam oportunidades de ouro porque escolheram de modo errado. Por isso, escolher supõe reflexão e discernimento. Discernimento a ser feito à luz de valores e de elementos consideráveis para se alcançar uma nova resposta, abrir um novo horizonte, consolidar perspectivas e conquistas. Toda escolha põe em jogo a vida, em maior ou menor proporção.
É uma tremenda responsabilidade. Assim como é tremenda a responsabilidade ao não escolher, colocando-se fora dos processos de escolha, por qualquer que seja a razão. É preciso escolher mas, é importante escolher bem. Escolher bem para garantir o bem de todos. Em cada escolha individual, e particularmente nas escolhas que envolvem a comunidade e a sociedade, em cada escolha pesa uma enorme responsabilidade, porque está em jogo o bem de muitos, de todos, a vida, dom com valores inegociáveis.
- Dom Walmor - arcebispo de Belo Horizonte -
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Tenha uma semana abençoada!
YYY
