segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Saiba escolher

A vida é um tecido de escolhas. A qualidade deste tecido depende da qualidade das escolhas feitas. Assim é para a vida de cada um, para a vida das instituições, para a vida da sociedade.
Não é fácil. É também arriscado. Guarda segredos e requer sabedoria. Uma sabedoria que permita ponderações adequadas, indicações devidas e posições conseqüentes. Não tem outro jeito. As escolhas tecem a vida, seus rumos, e geram suas conseqüências. O motor da vida está nas escolhas de cada dia, de cada momento.
Se fosse possível parar de fazer escolhas, pararia a vida. Não é romantismo. É um processo de muitas conseqüências. A liberdade de escolher guarda riscos. É uma aposta. É uma aposta que exige responsabilidade cidadã e a iluminação de valores consistentes. Não se pode escolher de qualquer maneira. É preciso pensar, escutar, refletir. O desdobramento deste processo faz brotar a sabedoria. Não se pode escolher nada, em nenhuma circunstância, precipitadamente.
A história já tomou rumos amargos em razão de escolhas inadequadas. Muitos perderam oportunidades de ouro porque escolheram de modo errado. Por isso, escolher supõe reflexão e discernimento. Discernimento a ser feito à luz de valores e de elementos consideráveis para se alcançar uma nova resposta, abrir um novo horizonte, consolidar perspectivas e conquistas. Toda escolha põe em jogo a vida, em maior ou menor proporção.
É uma tremenda responsabilidade.
Assim como é tremenda a responsabilidade ao não escolher, colocando-se fora dos processos de escolha, por qualquer que seja a razão. É preciso escolher mas, é importante escolher bem. Escolher bem para garantir o bem de todos. Em cada escolha individual, e particularmente nas escolhas que envolvem a comunidade e a sociedade, em cada escolha pesa uma enorme responsabilidade, porque está em jogo o bem de muitos, de todos, a vida, dom com valores inegociáveis.
- Dom Walmor - arcebispo de Belo Horizonte -
Y
Tenha uma semana abençoada!
YYY

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O sinal de Jonas

Os escribas e fariseus pedem a Jesus um sinal.
Sensível, o milagre oferece à razão a confirmação ou segurança do fato, constatado. Mas o prodígio, ultrapassando o poder natural, se apresenta como sinal da intervenção de Deus ou das forças do mal. Jesus dá uma razão bastante forte àquela geração que lhe pede um sinal, sem esquecermos que era costume entre os judeus pedirem um sinal dos mensageiros de Deus para autenticar a sua pregação. Mas Jesus tem diante de si a acusação dos fariseus de que suas obras provinham do demônio, daí suas palavras duras denominando-os de geração adúltera e perversa.
Ele lhes dará um sinal, que deveria levá-los a reconhecê-lo como proveniente de Deus. Diante da dureza do coração deles, Jesus utiliza a imagem do adultério espiritual, muitas vezes usada nas Escrituras para descrever a apostasia ou a infidelidade para com Deus. O ato de fé é dom de si, e este dom é tão profundo que ele mesmo deve nos ser dado: é a graça da fé. Graça que cada um pode recusar ou acolher livremente, colocando-se assim na origem e na definição mesma de sua Aliança com Deus.
Y
Os ninivitas reconhecem a advertência de Deus, quando Jonas lhes fala, e se arrependem. A rainha do Sul reconheceu a sabedoria de Deus manifestada em Salomão. Infelizmente os líderes religiosos não acolhem os sinais que lhes são feitos. Eles rejeitam a mensagem de João Batista e agora os de Jesus, o Ungido de Deus, o Messias e se fecham à sua mensagem.
Jesus confirmou sua mensagem com muitos milagres em preparação para o maior deles, a sua Ressurreição, no terceiro dia.
S. Pedro Crisólogo (450) recorda que “a fuga do profeta Jonas torna-se uma figura do próprio Senhor, e um terrível naufrágio é o mistério simbólico da Ressurreição do Senhor... Aos judeus que pediam um sinal, o Senhor decidiu dar este único sinal, para que eles saibam que a glória messiânica é transferida às nações... E com toda justiça, portanto, os ninivitas se levantarão no dia do Julgamento, e condenarão esta geração, pois eles fizeram penitência por força da pregação de um único profeta: e este profeta era um náufrago, um estrangeiro, um desconhecido”.
YYY
Qual é a nossa atitude diante da palavra e da sabedoria de Jesus?
Se nós O ouvimos, se O seguimos, Ele nos oferece a libertação de nossos pecados e nos torna participantes de sua sabedoria.
Y
Tenha uma semana abençoada!
YYYYYYY