segunda-feira, 28 de julho de 2008

Mude de janela...

Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às fontes da vida.” (Prov. 4:23)
Y
Nossa vida é semelhante a uma casa de muitas janelas, que possibilita contemplar várias paisagens. O problema é que muitos fazem da vida uma casa de uma só janela. E ali, ficam debruçadas, por anos. Quando alguém age assim, o foco da sua atenção fica limitado, impossibilitando-o de ver outros horizontes.
Na vida, por vezes temos que mudar de janela, para contemplar o novo ao nosso redor. Precisamos fechar algumas janelas para que outras sejam abertas...
Y
Uma janela que precisa ser fechada é a do ressentimento.
Quem fica debruçado nesta janela olha a vida pelo ângulo da amargura, do desencanto, da tristeza. A pessoa ressentida perde a confiança no amor, não investe em novos relacionamentos, fecha as portas para o perdão e tem visão muito negativa da vida.
Mude de janela!
Abra a janela do coração para o perdão. Perdoar é expressar a arte de amar! O perdão e o amor se entrelaçam. A janela do perdão nos faz mais humanos, mais tolerantes, mais cheios de graça e beleza interior e abre para nós a janela do perdão de Deus.
Y
A outra janela que precisa ser fechada é a do medo.
Esta é terrível. Milhares de pessoas estão imóveis nesta janela. Somente vêem os perigos, os obstáculos, as dificuldades. Na mente delas não existem sonhos, só pesadelos.
Conta-se que, numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa janela de ferro do outro, sobre a qual se viam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes, então: ”Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou saltarem por aquela janela e por mim serem lá trancados". Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por detrás da assustadora janela?
- Vá e veja você mesmo. O soldado, então, abre vagarosamente a janela e, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente... E, finalmente, ele descobre, surpreso, que a janela se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE !!!
Y
Quantas janelas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a janela de nossos sonhos?
Mude de janela!
Troque a janela do medo, pela da coragem, da ousadia. Contemple a vida, através da janela da coragem a qual proporciona uma visão de conquistas, desafios e vitórias.
Y
Há mais uma janela que precisa ser fechada é a do passado.
Terrível é a vida dos que se fixam na janela do passado. Não vêem nada em sua frente a não ser motivos para lamentar-se. Quem vive debruçado sobre o passado não consegue vislumbrar o futuro.
São pessoas que vivem lastimando: 'Ah! Quando eu era criança, quando eu era solteiro! Ah! Se o tempo voltasse!'
Mude de janela!
Mude para a janela da esperança. Ela nos faz sonhar com dias melhores. Nada pode ser triste quando se tem esperança! A esperança é a âncora da alma!
Quem quer vencer na vida, precisa ter a reflexão no passado, os pés no presente e os olhos no futuro, e caminhar sempre nessa direção!...
Y
Mude de janela!
Você não está só.
O Deus da esperança está com você.
Outra janela significa novos sonhos, novos começos, novos dias.
Olhe pela janela indicada pelo Pai. O SENHOR nos conduz a uma jornada de triunfo. Seja um vencedor em Cristo Jesus!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Deixe a raiva secar


Era uma vez uma menininha chamada Mariana. Ela ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.
No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao voltar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: 'Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão'.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho falou assim:
'Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro.Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa.Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo'.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
'Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.'
'Não tem problema
, disse Mariana, minha raiva já secou.' E dando um forte abraço em sua amiga,tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
Y
Nunca tome qualquer atitude com raiva.
A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.
Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil.
Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar!
Y
Tetê, obrigada pelo prêmio!

À todos os meus amigos blogueiros eu desejo Feliz Dia do Amigo(20/7) e ofereço o cartão que está no Carinho para você.

domingo, 6 de julho de 2008

Valor verdadeiro


Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada.
"Cuida do mais importante e cumprirás a missão"! Disse o soberano ao se despedir. Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte.
E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças. Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.
"Assim, meu jovem, acabarás perdendo o animal", disse alguém.
"Não me importo, respondeu ele, tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará"! Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento.
Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: "Cuide do mais importante!" Seu passo se tornou curto e lento. As paradas, freqüentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde, caiu exausto no pé da estrada, onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.
"Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuidar do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer".
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte.
O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifique o estado do cavalo.
Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".
Y
Comparo esta história com o ser humano que segue sua jornada na vida, tão preocupado com seu exterior, isto é, com os bens, que tudo guarda como se fosse ouro, esquecendo de alimentar sua alma e espírito com a alegria e o amor de Deus.
Y
E você, amigo(a) tem cuidado do mais importante?
Na jornada terrena, nosso espírito é o que temos de mais importante a zelar pois é ele quem entrará no Reino de Deus Pai. Reflita sobre isso!
Y
Samantha, obrigada pelo prêmio Arte y Pico!