sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pequenos milagres


Era uma vez um homem que não acreditava na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do seu mundo material.
Y
Certo dia, já cansado e irritado por ter trabalhado muito além do seu horário, estava ele fechando a farmácia quando chegou uma criança aos prantos, dizendo que sua mãe estava passando mal e que se ela não tomasse o remédio logo iria morrer.
Y
Muito nervoso, e após insistência da criança, ele resolveu reabrir a farmácia para pegar o remédio. Sua insensibilidade diante daquele momento era tão grande, que ele acabou pegando o remédio mesmo no escuro e entregou à criança, que agradeceu e saiu dali às pressas. Minutos depois percebeu que havia entregado o remédio errado para criança e que se sua mãe tomasse aquele xarope teria morte instantânea. Desesperado tentou alcançar a criança, mas não conseguiu.
Y
Sem saber o que fazer, com a consciência pesada, se ajoelhou e começou a chorar dizendo: "Deus, se você realmente existir, não me deixe passar por assassino."
De repente, sentiu uma mão a tocar-lhe o ombro esquerdo. Ao virar o rosto, viu a criança dizer:"Por favor, não brigue comigo, mas eu caí e quebrei o vidro do remédio. Será que dá para o senhor me dar outro?"
YYY
Se Deus faz milagres até para os que não acreditam nEle, o que não fará nas nossas vidas?
YYYYYYYYYY

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Faça a sua parte com honestidade




Nos alpes italianos existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, lá ocorria uma festa para comemorar o sucesso da colheita.

Y

A tradição exigia que, nesta festa, cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa de seu melhor vinho, pra colocar dentro de um grande barril que ficava na praça central. Entretanto um dos moradores pensou: "Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho ? Levarei uma cheia de água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta".

Y

Assim pensou e assim fez. No auge dos acontecimentos, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca, para pegar uma porção daquele vinho, cuja fama se estendia além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão.

Y

Daquele barril saiu apenas água... Mas, como isso aconteceu? Acontece que todos pensaram como aquele morador: "A ausência da minha parte não fará falta".

Y

Nós somos muitas vezes conduzidos a pensar: "Tantas pessoas existem neste mundo que se eu não fizer a minha parte isto não terá importância". O que aconteceria com o mundo se todos pensassem assim?

YYYYYYYYYY
Ganhei esse prêmio que está à direita e cabe a mim presentear um dos meus visitantes. Eu indico a receber o prêmio, a suave Brisa da Manhã.
Y

quarta-feira, 23 de abril de 2008

De pai para filho


Um filho queixou-se ao pai sobre sua vida e sobre como as coisas estavam difíceis para ele. Já não sabia o que fazer e queria desistir. Estava cansado de lutar e combater. Parecia que, assim que um problema estava resolvido, outro surgia logo a seguir.
Y
Então pretendendo que o filho se transformasse em um homem vivido e responsável, ele cozinhou umas cenouras, cozinhou uns ovos e fez um café. E virando-se para o filho, o pai perguntou:
- Filho, o que você está vendo ali na mesa?
O filho olhou para cima da mesa da cozinha e respondeu:
- Cenouras, ovos e café, disse ele.
Y
Trouxe-os para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Notou que as cenouras estavam macias. Pediu-lhe que pegasse num ovo e que o quebrasse. Foi novamente obedecido. Depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, pediu-lhe que tomasse um pouco de café... Ele sorriu ao sentir o seu aroma delicioso e o maravilhoso sabor. E perguntou humildemente:
- O que isso significa, pai?
Y
O pai, então, explicou-lhe que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água a ferver, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrou forte, firme e inflexível. Mas, depois de ter sido submetida à fervura, amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. A sua casca havia protegido o líquido interior. Mas, depois de terem sido colocados na água fervente, o seu interior tornou-se mais rijo. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, havia mudado inclusive a água, além de ficar muito melhor.
Y
- Qual deles é você?
Quando a adversidade bate à tua porta, como respondes?
És uma cenoura, um ovo ou o pó de café? - perguntou ao filho.
Y
És como a cenoura que parece forte, mas com a dor da adversidade murcha e se torna frágil, perdendo sua força?
És como o ovo, que começa com um coração ou um espírito maleável, mas depois de alguma privação torna-se difícil e duro? A sua casca parece a mesma, mas fica mais amargo e obstinado, com o coração e e espírito inflexíveis?
Ou será que és como o pó de café, alterando a cor e o sabor da água a ferver? Quanto mais quente estiver a água, mais saboroso se torna o café. Tal como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, transforma-as tornando-as em algo melhor?
Y
Os pais são pessoas ungidas por Deus para nos amar e educar, honre seu pai... é um mandamento do Senhor.
YYYYYYYYYY

terça-feira, 22 de abril de 2008

A águia e o pardal


O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza...
Y
Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta.
Y
A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:
- Por que estás a me vigiar, Andala?
- Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.
- E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?
- Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho...
- O pardal suspirou olhando para o chão... E disse:
- Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te.
- E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan.
- Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas... Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente...
- Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!
Y
E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:
- Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias.
Y
O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!
YYYYYYYYYY

domingo, 20 de abril de 2008

Aprendendo com a corça


Uma corça sedenta e exausta caminha pelo deserto.
Logo, o animal avista a imagem de um lençol d’água sobre a areia. Começa a correr desesperada ao encontro da única substância que pode matar sua sede.
Y
A corça é um animal de pequena estatura, arisco e de costume migratório. E uma característica interessante: a corça não suporta o confinamento. É um animal dotado de olfato privilegiado que lhe possibilita sentir cheiro de água a quilômetros de distância. É capaz ainda de perceber, metros abaixo da superfície, a existência de um lençol de água. Em regiões desérticas da África e do Oriente Médio, empresas construíram quilômetros de aquedutos sob a superfície terrestre.
E as corças sedentas, ao pressentirem a água jorrando pelo interior dos dutos, correm por cima das tubulações na tentativa de encontrarem a nascente, ou então um possível local por onde essas águas pudessem ser alcançadas.
Y
Certo poeta descreveu essa cena da corça farejando água, sob a areia do deserto, do seguinte modo: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, ... “ (Salmos 42:1-2).
Note que nesta passagem, Davi faz uma comparação. A sede dele pelo Senhor era comparada ao anseio de uma corça pelas águas. Em se tratando de um homem “segundo o coração o de Deus”, creio que esta comparação pode servir de parâmetro para nossa própria busca.
Y
Mas enfim, como é que a corça suspira e anseia pelas águas?
É com desespero. Gritando, correndo, buscando, farejando. Com sede. Com olfato privilegiado para localizar a fonte certa. Continuamente, todos os dias. Não se permitindo acomodar e fugindo do confinamento.
E nós? Estamos desesperados por Deus? Temos sede de sua presença? Temos corrido, buscado e nos desesperado por mais dEle em nossas vidas? Temos buscado na fonte certa, diariamente? Ou temos nos contentado com a mediocridade do nosso "confinamento"?
Y
Cada um de nós pode ter seu próprio “confinamento”. Coisas que nos prendem e nos impedem de sair em busca da água fresca que tanto precisamos. Podem ser pessoas, situações ou até mesmo “pequenos reinos” que construímos para nós mesmos (“meu emprego”, “meu ministério”, “meu evento”, etc).
Precisamos, como a corça, sair e correr. Precisamos de olfato aguçado para ir na fonte certa, que é Cristo. E lembremos das palavras do Mestre: “quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida." (Apocalipse 22:17).
YYY
Que o Senhor Deus tenha misericórdia de nós e nos guie.- Helder Assis -
YYYYYYYYYY

sábado, 19 de abril de 2008

Onde está a felicidade?



Um dia, Deus e os anjos se reuniram e decidiram criar um homem e uma mulher. Planejaram criá-los à sua imagem e semelhança.
Então, um deles disse:
- Esperem! Se vamos criá-los à nossa imagem e semelhança, irão ter um corpo igual ao nosso, força e inteligência igual a nossa! Devemos pensar em algo que os diferencie de nós, senão estaríamos criando novos deuses. Devemos tirar-lhes algo, mas o que poderíamos tirar?
Depois de muito pensarem, chegaram à conclusão que deveriam tirar-lhes a FELICIDADE, mas o problema era onde escondê-la para que nunca encontrassem. Então começaram a discutir...
Y
- Vamos escondê-la na montanha mais alta da Terra!
- Não te recordas que demos força a eles? Alguém conseguirá subir até o topo desta montanha e saberão onde ela está.
- Então vamos escondê-la no fundo do mar!
- Também não seria um bom lugar, pois lhes demos inteligência e alguém certamente vai criar alguma máquina que os fará submergir e encontrá-la.
- Quem sabe, possamos escondê-la em um planeta bem distante!
- Também não seria eficaz, pois lhes demos a curiosidade e a ambição, portanto, irão querer ultrapassar limites e logo criarão algo para voar pelo espaço e certamente a encontrarão.
Y
Depois de muito discutirem e não chegarem a nenhuma conclusão, o sábio anjo que não havia falado, pediu a palavra e disse:
- Creio que sei onde poderemos colocar a FELICIDADE em um lugar que eles nunca descobrirão!
Todos ficaram espantados e lhe perguntaram.....
- Então nos diga, onde?
E ele respondeu:
- Colocaremos a FELICIDADE dentro deles, pois estarão tão preocupados buscando-a fora, que nunca a descobrirão.
Todos ficaram de acordo e desde então tem sido assim:
YYY
"O HOMEM PASSA A VIDA TODA BUSCANDO A FELICIDADE SEM SABER QUE A TRAZ CONSIGO MESMO".
YYYYYYYYYY

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pense nisso...

Certa vez um avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que tinha feito uma injustiça com ele. "Deixe-me te contar uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Mas o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".
Y
E ele continuou a falar assim:
"É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende com nada. Mas, o outro lobo, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma. Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar minhas atitudes".
Y
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:
"E qual deles vence, vovô?"
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
"Aquele que eu alimento com mais freqüência".
YYYY
PENSE NISTO E BOM FINAL DE SEMANA PARA VOCÊ!
YYYYYYYYYY

quinta-feira, 17 de abril de 2008

A lição do lápis


O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse. O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
Y
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
Y
Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Y
Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
Y
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
Y
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.
Y
Que sejamos todos nós como o lápis!
YYYYYYYYYY

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O valor da amizade verdadeira

Dois amigos cultivaram o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação. Numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador.
Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno.
Y
Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo. À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:
"Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito do dinheiro da colheita do que eu".
Y
Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu. Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando:
"Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar? As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.
Y
Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção.
YYYYY
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro.
Amigos são anjos que nos deixam em pé quando nossas asas têm problemas em se lembrar como voar.
YYYYYYYYYY

terça-feira, 15 de abril de 2008

O vendedor de balões



Uma lição de vida através dos balões de gás.
Y
Era uma tarde de domingo e o parque estava repleto de pessoas que aproveitavam o dia ensolarado para passear e levar seus filhos para brincar. O vendedor de balões havia chegado cedo, aproveitando a clientela infantil para oferecer seu produto e defender o pão de cada dia. Como bom comerciante, chamava atenção da garotada soltando balões para que se elevassem no ar, anunciando que o produto estava à venda.
Y
Não muito longe do carrinho, um garoto negro observava com atenção. Acompanhou um balão vermelho soltar-se das mãos do vendedor e elevar-se lentamente pelos ares. Alguns minutos depois, um azul, logo mais um amarelo, e finalmente um balão de cor branca. Intrigado, o menino notou que havia um balão de cor preta que o vendedor não soltava. Aproximou-se meio sem jeito e perguntou: "Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?"
Y
O vendedor sorriu, como quem compreendia a preocupação do garoto, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava no ar, disse-lhe: "Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir."
Y
O menino deu um sorriso de satisfação, agradeceu ao vendedor e saiu saltitando, para confundir-se com a garotada que coloria o parque naquela tarde ensolarada.
YYYYYY
O preconceito é uma praga que se alastra nas sociedades e vai deixando um rastro de prejuízos, tanto físicos como morais. O preconceito de raça tem feito suas vítimas, ao longo da história da humanidade. O preconceito é um inimigo público que deveria ser combatido como se combate uma epidemia. Essa chaga social tem emperrado as rodas do progresso e da paz.
Y
Reflita: "Não é a cor, nem a raça, nem a posição social, nem a religião, nem as aparências externas, filho, é o que está dentro de você que o faz subir."
YYYYYYYYYY

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A lição da pérola


Lá no fundo do oceano, uma ostra abriu bem a sua concha para deixar a água passar através dela. Da água que passava suas guelras extraíam o alimento que a seguir ia para o estômago. De repente, um peixe grande ali perto levantou uma nuvem de areia e lodo com um movimento do seu rabo. Areia?! Oh, como a ostra detestava areia. Era áspera e fazia sua vida muito desagradável e desconfortável, era um grande incômodo sempre que entrava na sua concha.
Rapidamente a ostra se fechou, mas tarde demais. Um grãozinho duro e saibroso tinha entrado e se alojado no interior da ostra. Puxa, como aquele grãozinho de areia incomodava!
Y
Mas quase que imediatamente as glândulas especiais que Deus lhe havia dado para revestir o interior da sua concha começaram a produzir uma substância para cobrir o grão de areia irritante com uma linda camada macia e brilhante. A cada ano que passava, a ostra acrescentava mais camadas sobre o grãozinho de areia, até que por fim havia produzido uma grande pérola reluzente e de grande valor.
YYY
Às vezes, os problemas que temos se assemelham um pouco a esse grãozinho de areia. Eles nos incomodam e nos perguntamos por que será que temos que passar por esse incômodo e inconveniência. Mas se permitirmos, Deus, com a Sua graça, começa a transformar os nossos problemas e fraquezas em algo precioso.
Y
Aproximamos-nos mais do Senhor, oramos com maior fervor, ficamos mais humildes e submissos, mais sábios e mais capacitados para enfrentar os problemas. Como bênçãos disfarçadas, o Senhor logo pega esses grãozinhos ásperos de areia na nossa vida e os transforma em pérolas preciosas de força e poder, e eles se transformam em esperança e inspiração para muitos. Deus nos faz mais fortes com cada vitória. É mais ou menos como uma vacina: Ele nos dá pequenas doses para não pegarmos a doença e para, de uma forma constante e gradual, aumentar nossa resistência. Mas se você nunca for posto à prova, nunca tomar uma pequena dose, nunca conseguirá agüentar a dose grande. De uma certa forma, o Senhor faz isso conosco.
Ele nos põe à prova nos dando um pouco mais cada dia, para nos testar, para aumentar a nossa resistência e nos tornar mais fortes. Ele nos vacina cada dia com um pouco mais de soro de sacrifício, provações, problemas e luta.Ele procura deixar você mais forte a cada dia e fazer com que consiga dar um pouco mais, sacrificar um pouco mais, sofrer um pouco mais, lutar um pouco mais e crescer um pouco mais.

domingo, 13 de abril de 2008

A cadeira vazia


Um pastor foi chamado par a orar por um homem muito enfermo. Quando o pastor entrou no quarto, encontrou o pobre homem na cama com a cabeça apoiada num par de almofadas. Havia uma cadeira ao lado da cama, fato que levou o pastor a pensar que o homem estava aguardando a sua chegada.
Suponho que estava me esperando? Disse o pastor.
Não, quem é você? Respondeu o homem enfermo.
Sou o pastor que a sua filha chamou para orar por você; quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua cama, imaginei que você soubesse que eu viria visitá-lo.

Ah sim, a cadeira! Entre e feche a porta.
Então o homem enfermo lhe disse: Nunca contei para ninguém, mas passei toda minha vida sem ter aprendido a orar. Não sabia direito como se deve orar. E nunca dei muita importância para a oração. Pensava que Deus estava muito distante de mim. Assim sendo, há muito tempo abandonei por completo a idéia de falar com Deus. Até que um amigo me disse:
José, orar é muito simples, orar é conversar com Jesus, e isto eu sugiro que você nunca deixe de fazer; você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente. Em seguida, com muita fé, você imagina que Jesus está ali, bem diante de você. Afinal ele mesmo falou:
’Eu estarei sempre com vocês’. Portanto, você pode falar com Ele e escutá-lo, da mesma maneira como está fazendo comigo agora.”

Pois assim eu procedi e me adaptei à idéia.
Desde então, tenho conversado com Jesus durante umas duas horas diárias. Tenho sempre muito cuidado para que minha filha não me veja, pois me internaria num manicômio imediatamente.
O pastor sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo, e disse a José que era muito bom o que estava fazendo e que não deixasse nunca de fazê-lo.
Em seguida orou com ele e foi embora.
Dois dias depois, a filha de José comunicou ao pastor que seu pai havia falecido.
O pastor então perguntou: “Ele faleceu em paz?”
Sim, quando eu estava me preparando para sai, ele me chamou ao seu quarto, disse que me amava muito e me deu um beijo. Quando eu voltei das compras, uma hora mais tarde, já o encontrei morto.
Porém há algo de estranho em relação à sua morte, pois aparentemente antes de morrer, chegou perto da cadeira que estava ao lado da cama e encostou a cabeça nela. Foi assim que eu o encontrei.
Por que será isto, pastor? Perguntou a filha.
O pastor, profundamente emocionado, enxugou as lágrimas e respondeu:
“Ele partiu nos braços do seu melhor amigo.”